sábado, 31 de outubro de 2009

Which reminds me...

Sinto saudade e não nego. Nunca vou negar.
Posso não gostar tanto, posso ter outros "crushes", posso pegar raiva da forma que tudo acabou. Mas sinto saudade.
Pra mim a saudade nunca foi um sentimento que depende de outros pra ser. Independente da dor, das decepções, do que ficou e do que vai ficar - porque isso eu já venho prevendo há tempos- e pelo que não deveria ter sido. Nada disso aumenta ou diminui minha saudade. Ela tem vontade própria e aparece em madrugadas como essa pra puxar meu pé e me dá uma rasteira daquelas. E eu, de boba que sou acabo caindo. Já tou velha e escolada pra isso? É, estou.
A saudade é literalmente o que é, "quando um momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo mas não consegue", como disse Adriana Falcão em "Mania de explicação", o livro mais fofo do mundo.
A certeza de que não amo, mas ainda sinto saudade me permite escrever livremente sobre isso. Não há mais tristeza, melancolia, vontade de voltar no tempo pra fazer dar certo.
O que existe é a saudade, que embora não seja constante, me aparece em madrugadas como a de hoje.

1 comentários:

  1. Como já diz a frase: "Só se tem saudades daquilo que foi bom"
    De certa forma alguns momentos valem ser lembrados, mesmo que exista a certeza de que o amor acabou... Somente pelo fato de lembrar daquilo que um dia foi bom!!!

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